quarta-feira, 4 de março de 2015

..........continua tudo caladinho




Estão vários projectos a serem discutidos neste momento pelos partidos políticos, de forma a que em situação de violência doméstica, não seja a mulher e os filhos a terem de sair de casa, a ficarem sem nada, mas sim ser o agressor a sair de casa com ordem de restrição.
Acho que faz todo o sentido, certo?
Então porque ainda não foi aprovado na AR?
Só em 2000 a violência doméstica passou a ser considerado crime público.
Isto quer dizer que, qualquer pessoa pode apresentar queixa, e depois de a queixa ser feita, não pode ser retirada, nem sequer pela vítima.

A irrelevância da mulher na sociedade contemporânea é também uma das causas, senão a mais forte. Senão vejamos: quem comanda o poder, quem marcha de forma ordeira e "arrebanhante", quem pretende afirmar o seu ego são os homens.
As mulheres na generalidade têm um papel passivo. 
Declinam a sua responsabilidade, prestam se à manipulação, à submissão, à dependência,  choram os seus mortos.... mas não se opõem de forma activa.... Delegam. 

Já vai sendo tempo da Mulher dizer Não.
E o momento da Mulher consciente do seu poder e capacidade pacificadora actuar junto dos seus filhos, companheiros e assumir em definitivo o seu lugar.
Somos todos responsáveis e todos estamos implicados nestes crimes. 
Quanto mais não seja por omissão.

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