sábado, 12 de março de 2016

Reverberação





Não obstante os avisos, vamos sempre ser surpreendidos pela nossa falta de tacto, de experiência e do conhecimento necessário para rodar os botões no sentido correcto, corrigindo a rota e toda a panóplia de factores desconhecidos que nos viram de cabeça para baixo, remexem as nossas disposições e interferem em tudo o que pensamos que vamos fazer.

Até vamos aprendendo umas coisas à medida que tropeçamos aqui e ali, e até temos muita vontade de perceber tudo para levar este caminho da melhor maneira, sendo que a melhor maneira é o nosso bem-estar em todas as áreas.
Mas chegam-nos umas energias mais fortes e, lá vamos nós desarrumados sem sabermos bem se é por aqui ou não…

A palavra dita na posse do nosso poder próprio é reverberação que actua imediatamente se…..se no mesmo instante não estivermos já a duvidar das nossas capacidades e do nosso potencial.
Estamos quase lá….quase!

Não existe nada mais importante que o nosso propósito aliado à nossa vontade, mas essa vontade não pode ser a do eu-ego, tem de ser a vontade suprema do nosso Eu-Superior que é quem detém o conhecimento supremo da nossa vinda aqui.

Negamo-nos constantemente. Negamo-nos ao desconfiarmos dos nossos atributos enquanto seres perfeitos em veículos perfeitos. Negamo-nos ao, propositadamente, acreditarmos nas mais disparatadas crenças, não as questionando para não termos trabalho nem irmos muito contra o rebanho.

Enquanto não nos virmos como seres capazes de voar, enquanto estivermos à espera que nos deem autorização para assumirmos a nossa própria mestria tal como assumimos as nossas dores, enquanto olharmos para o lado ensaiando o passo mas não o dando….estaremos a atrasar o inevitável que é assumirmos quem somos, de facto.

E somos, não quem pensamos com a mente racional, mas quem escolheu por nobres motivos vir para uma dimensão densa e ir retirando os véus do esquecimento, a pulso.

Façamos tudo o que for necessário, tudo o que conseguirmos com boa vontade, para que a beleza deixe se estar apenas nos olhos de quem a vê mas nos olhos de todos, fazendo brilhar todos o poros na presença uns dos outros.



Alexandre Viegas



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