quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Animal Spirit Guides






Calling on animals for spiritual guidance



We all have an intimate connection with the animal kingdom even though we may not always recognize it. Whether you live in an urban, suburban, or rural area, you're bound to see at least a few animals throughout the day.
You may not even notice their presence, but they are there.
It's amazing how animals permeate our consciousness and are with us all the time.

You can bring your Animal Spirit Guides into your daily life
to help with both your emotional and physical healing.

Animal Spirit Guides are spiritual beings that can help us in a life-positive way. 
You can call on them for guidance, protection, healing, and inspiration.
We may see them, hear them, feel them, or just know they're with us, and we can have any number of spirit guides throughout our life whether we're aware of them or not.
Their intention is to help us have a more peaceful, harmonious, and happier life.
They are happy to serve and willingly do so whenever called.

This world is magical and is always communicating with us, particularly through the animals. Our animal brothers and sisters not only want to communicate but want to help us.
It's not just the animals themselves, but the spirit of these animals that comes through in their communications.
It only requires us to call on them for help, be open to, and learn how to discern their messages.



Open your channels of communication with animal spirits as you learn about:


  • Observing animals in your environment
  • Reviewing animals in your life and how they've contributed
  • Exploring the modalities for perceiving the messages from animals
  • Interpreting the messages from Animal Spirit Guides that you are already receiving
  • Identifying and connecting with your power animal
  • Calling on your Animal Spirit Guides for personal healing and guidance




Those of us in the western world have been raised with cultural values that have taught us to see the natural world as outside and disconnected from us, with its main purpose being to supply our own human needs.
Since our long ago ancestors had to rely on Earth Mother to provide their basic survival needs, they learned out of necessity to communicate with animals and how to discern their meanings and messages.

We're seeing a resurgence and revival of some of these old ways and realizing that indigenous peoples and our long ago ancestors knew something about the natural world that had been lost to us.
Many of us are renewing and revising our relationship with the animals and opening ourselves to their guidance and teachings.

The spirit of the animals wants to help us live in harmony with the Earth, to offer help, inspiration, and healing. 
They only require us to be willing to ask and to receive their counsel.



STEVEN FARMER




Quando fores velha






Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou

E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.


W. B. YEATS
in, Poemas








quarta-feira, 20 de setembro de 2017

APRENDENDO A PARAR






A era em que vivemos é a era da velocidade.
Tudo acontece rápido demais.
Não temos tempo para pensar em nada: a vida simplesmente nos engole com suas pressões sociais, laborais e familiares. Ou nos adaptamos, ou enlouquecemos.
Adaptar-se, nesse caso, significa aprendermos a parar.

Embora tenhamos aprendido muitas coisas na escola, nunca nos ensinaram a parar.
Parar é uma maneira de refletir e assimilar tudo o que aprendemos, ficando mais receptivos para podermos avaliar de maneira mais positiva e justa qualquer empreendimento que nos propusermos. Para o yogi, parar é o que vem antes do samadhi, a realidade luminosa que está além do samsara.
Parar é um gesto de respeito e amor por nós mesmos.
Ao mesmo tempo, é um ato de generosidade em relação àqueles com quem convivemos.
Se nossa alma ficar mais harmoniosa, essa harmonia irá refletir-se à nossa volta.

Cultivar o ato de parar conscientemente equivale a viver a vida como uma jornada, uma aventura de descobertas.

Mas, se não soubermos parar conscientemente, nosso corpo irá parar sozinho, através de uma doença ou um acidente.

Parar é essencial se quisermos manter a felicidade e a sanidade nos dias de hoje.
Todo o mundo está procurando a felicidade; alguns, procuram até a imortalidade; mas quase ninguém sabe o que fazer num sábado chuvoso.
Assim, a arte de viver fica sepultada sob as pressões que a sociedade impõe ao indivíduo.

Nas palavras de H. D. Thoreau, 
"A vida se mede, não pelo número de anos que passamos na Terra, mas pelo que usufruímos".

Parar tem a ver igualmente com os nossos valores mais íntimos.
Se não soubermos parar, seremos vítimas fáceis do consumismo.
Se não soubermos parar, acabaremos achando que vestir aquela griffe é tudo o que precisamos para ser felizes, ou que usar aquele cartão de crédito pode resolver nossos problemas emocionais.



Pedro Kupfer




Para um amigo cujo trabalho deu em nada






Agora sabe-se toda a verdade,
Sê reservado e aceita a derrota
De qualquer garganta sem vergonha,
Pois como podes tu competir,
Sendo educado na honra, com alguém
Que, se se provasse que mente,
Não se sentiria envergonhado nem aos seus
Olhos nem aos dos vizinhos?
Educado para uma tarefa mais dura
Do que o Triunfo, afasta-te
E como uma corda sorridente
Tocada por dedos loucos
No meio de um lugar de pedra,
Sê misterioso e exulta,
Porque acima de tudo
Isso é o mais difícil.



in, De Os pássaros e outros poemas
W. B. Yeats





terça-feira, 19 de setembro de 2017

A Rosa de Yeats





A rosa do mundo


Quem sonhou que a beleza passa como um sonho?

Por estes lábios vermelhos, com todo o seu magoado orgulho,

Tão magoados que nem o prodígio os pode alcançar,

Tróia desvaneceu-se em alta chama fúnebre,

E morreram os filhos de Usna.



Nós passamos e passa o trabalho do mundo:

Entre humanas almas, que se agitam e quebram

Como as pálidas águas em seu fluxo invernal,

Sob as estrelas que passam, sob a espuma do céu,

Vive este solitário rosto.



Inclinai-vos, arcanjos, em vossa incerta morada:

Antes de vós, ou de qualquer palpitante coração,

Fatigado e gentil alguém esperava junto ao seu trono;

Ele fez do mundo um caminho de erva

Para os seus errantes pés.








A rosa na cruz do tempo



Rosa vermelha, Rosa altiva, triste Rosa dos meus dias!

Aproxima-te, vem até mim, enquanto de outrora os tempos canto:

O de Cuchulain, em luta com a maré inclemente;

O do Druida sombrio, filho dos bosques, de olhos calmos,

Esse que alimentou os sonhos de Fergus e a indizível ruína;

É a tua tristeza o que antiquíssimas estrelas

Dançando com sandálias de prata sobre o mar,

Cantam em sua alta e solitária melodia.

Aproxima-te pois, agora que já não me cega o destino do homem,

E posso encontrar sob os ramos do amor e do ódio,

E nas mais simples coisas que vivem apenas um dia,

A eterna beleza errante, errando ainda.



Aproxima-te, vem até mim, vem — Ah, deixa-me algum espaço

Que de seu hálito a rosa encha!

Que não seja eu quem não ouve o que implora;

O verme indefeso e oculto em seu pequeno esconderijo,

A ratazana que entre as ervas de mim foge,

E a terrível esperança mortal que labuta e morre;

Que seja eu quem ouve as estranhas coisas ditas

Por Deus aos luminosos corações dos mortos antigos,

E aprende essa língua que os homens ignoram.

Vem até mim; antes de partir queria o

Velho Eire cantar e cantar de outrora os tempos:

Rosa vermelha, Rosa altiva, triste Rosa dos meus dias.






O amante diz da rosa no seu coração



Tudo quanto é feio, destruído, todas as coisas gastas, velhas,

O grito de uma criança à beira do caminho, o rangido de uma carroça que se arrasta,

O pesado andar do lavrador, passo a passo sobre o limo invernal,

Maculam a tua imagem que engendra uma rosa no fundo do meu coração.



Tão grande é a mácula das coisas torpes que não pode ser descrita;

A minha ânsia é tudo reconstruir e sentar-me num verde outeiro solitário,

Com a terra, o céu, a água renovados, como um cofre de ouro

Para os meus sonhos da tua imagem que floresce numa rosa tão profundamente no meu coração.





W.B.Yeats
in, Poemas









ACORDO DE UNIÃO INSTÁVEL






Eu me comprometo a estar ao seu lado enquanto for agradável, divertido, estimulante, e também nos momentos em que for chato (mas não insuportável), nos momentos desanimados (mas não sem vida), nos momentos que exigirem paciência (mas não sacrifício).
Quando chegarmos ao insuportável e sacrificante, eu vou embora, ou vai você — sai primeiro aquele que estiver mais perto da porta.

Eu me comprometo a estar com você sempre que der vontade e não estar com você sempre que der vontade de estar com amigos com quem tenho gargalhadas privadas a trocar, ou quando eu precisar ficar sozinha, pois estar consigo mesma também é uma relação a ser preservada, e em troca, é óbvio: você terá todo o tempo do mundo para o seu mundo.

Eu me comprometo a amar você porque você é gentil, surpreendente, diferente, carinhoso, lindo, sem noção, pontual e tem olhos verdes, e espero que você repare que sou livre, intuitiva, inteligente, durona, engraçada, pontual e tenho olhos castanhos, e que nada disso garante coisa nenhuma, apenas intensifica o frio na barriga.
Entrar no universo do outro é sempre uma viagem excitante.

Eu me comprometo a ter água gelada e bananas, você prometa ter vinho branco e morangos.
Eu juro que vou desligar a tv quando você chegar, você promete acender a lareira quando eu aparecer, eu vou esticar os lençóis antes de a gente deitar, você vai amarfanhar meus lençóis antes de ir embora, e isso tudo vai ser simplesmente bom.

Eu me comprometo a dizer a verdade sobre coisas que você não quer saber, mas vai perguntar: a vida amorosa antes de você aparecer, o que fiz e desfiz, a normalidade da minha adolescência (compensada por algumas bizarrices da maturidade), tudo isso entrará no espólio da nossa relação, e eu, a contragosto, escutarei sobre todas as embrulhadas com sua ex, os sofrimentos causados por aquela que se mandou e acreditarei que sou a salvação da sua lavoura, até que a próxima me desbanque.
Você sabe que paixão rima com ilusão, então me iluda e eu te iludo, até que tudo se transforme na verdade mais absoluta.

Não sei se irei gostar tanto assim dos seus primos, que você considera tão hilários, e eu não sei se você gostará tanto assim das minhas amigas, que eu considero tão extraordinárias, mas vamos confiar na nossa capacidade de fingir com toda honestidade.

E agora a razão primordial deste contrato.
Se eu sumir, você fica com nossas lembranças, nossas selfies e nossas escovas de dentes: proibido compartilhar.
Se você desaparecer, eu fico com nossos panos sobre os sofás, nossos cachorros e nossas histórias: que por dever de ofício, talvez eu compartilhe, mas com discrição.
E que toda essa deliciosa loucura dure para sempre até o sol raiar.


Martha Medeiros





segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Quando vocês estiverem tristes






Quando vocês estiverem tristes, pensem em coisas lindas:
Balas, travessuras, carinho, carrinho, beijo de mãe,
Brincadeira de queimado, árvore de natal,
Árvore de jabuticaba, céu amarelo, bolas azuis,
Risadas, colo de pai, história de avó...
Quando vocês forem grandes e acharem que a vida não é linda,
Pensem em coisas lindas.
Mas pensem com força, com muita força,
Porque aí o céu vai ficar cheio de vacas gordas amarelas,
Cachorro bonzinho, bruxa simpática,
Sorvete de chocolate, caramelos e amigos
Vamos, vamos lá! vamos pensar só em coisas lindas!
Brincar na chuva, boneca nova, boneca velha, bola grande,
Mar verde, submarino amarelo, fruta molhada, banho de rio,
Guerra de travesseiro, boneco de areia, princesas,
Heróis, cavalos voadores...



Oswaldo Montenegro




Dark Night of the Soul





While we are in a dark night of the soul experience, 
hold steady knowing the light will appear once again.



Whenever a word is overused, it is most likely being misused, and over time, it begins to lose its meaningfulness. For example, we often refer to a fleeting feeling of depression or a period of confusion, as a dark night of the soul, but neither of these things qualifies as such.

A dark night of the soul is a very specific experience that some people encounter on their spiritual journeys. There are people who never encounter a dark night of the soul, but others must endure this as part of the process of breaking through to the dawn of higher consciousness. 

The dark night of the soul invites us to fully recognize the confines of our egos' identity.
We may feel as if we are trapped in a prison that affords us no access to light or the outside.
We are coming from a place of higher knowing, and we may have spent a lot of time and energy reaching toward the light of higher consciousness.

This is why the dark night has such a quality of despair:
We are suddenly shut off from what we thought we had realized and the emotional pain is very real. We may even begin to feel that it was all an illusion and that we are lost forever in this darkness. 

The more we struggle, the darker things get, until finally we surrender to our not knowing what to do, how to think, where to turn. It is from this place of losing our sense of ourselves as in control that the ego begins to crack or soften and the possibility of light entering becomes real.

Some of us will have to endure this process only once in our lives, while others may have to go through it many times.
The great revelation of the dark night is the releasing of our old, false identity. 
We finally give up believing in this false self and thus become capable of owning and embracing the light.




MADISYN TAYLOR




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

As coisas que eu gosto






Eu gosto de andar pela rua, 
bater papo, de lua e de amigo engraçado. 
Eu gosto do volume, do perfume, do ciúme, 
do desvelo e de abraço apertado. 

Eu gosto de artistas diversos 
de crianças de berço e do som do atchim. 
Tem gente, muita gente que eu gosto, 
que eu quase aposto que não gosta de mim. 

Eu gosto de quem sempre acredita 
a violência é maldita e já foi longe demais. 
Eu gosto de inventar melodia, 
da palavra poesia e de palavra com til. 

Eu gosto é de beijo na boca 
de cantora bem rouca e de morar no Brasil. 
Eu gosto assim de quem é eterno 
de quem é moderno e de quem não quer ser. 

Eu gosto de varar madrugada, 
de quem conta piada e não consegue entender. 
Eu gosto de quem quer dar ajuda 
e acredita que muda o que não anda legal. 

Eu gosto é de ver coisa rara. 
A verdade na cara é do que gosto mais. 
Eu gosto porque assim vale a pena, 
a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais. 

Eu gosto é que Deus cante em tudo 
e que não fique mudo morto em mil catedrais. 


Oswaldo Montenegro




O I Ching codifica a geometria do universo







O I Ching  são 64 hexagramas, 
são um antigo sistema de adivinhação chinês 
pensado para a história da pré-data.




Da Wikipédia:
"O texto do I Ching é um conjunto de declarações oracular representadas por 64 conjuntos de seis linhas cada chamada hexagramas (guà guà).
Cada hexagrama é uma figura composta por seis linhas horizontais empilhados (Yáo Yao),
cada linha é ou Yang (uma linha contínua ou sólida), ou yin (quebrado, uma linha aberta com uma lacuna no centro). 

Com seis dessas linhas empilhados de baixo para cima, há 2 ou 64 combinações possíveis, e assim 64 hexagramas representadas.
A linha sólida representa yang, o princípio criativo. 
A linha aberta representa o yin, o princípio receptivo."




Nassim Haramein olhou para o hexagrama do I Ching e analisou a simples geometria representada pelas linhas, levando o seu significado mais como uma informação geométrica literal e menos como simbólica.

Se você quer construir a geometria da estrutura do espaço que está em todo o universo em todas as escalas (um array tetraédrica infinito), você começa com a primeira oitava do que se torna uma divisão infinito infinita do espaço em um estado perfeitamente equilibrado : um conjunto de 64 tetraedros. Às 64 tetraedros você tem o que a Buckminster Fuller chamou de "equilíbrio vetorial" também chamado de cubo octaedro (8 tetraedros apontando para dentro) dentro de um segundo cubo octaedro que é duas vezes maior do que o de um total de 64 tetraedros Uma oitava.

Para chegar a 64 tetraedros você traz 8 ESTRELAS TETRAEDROS. Cada tetraedro de estrela é feito de um tetraedro apontando para cima e outro polarizada apontando para baixo criando o que é também comumente conhecido como um mercaba.

Nassim Haramein notou que a única geometria "3 d" que você pode fazer com 6 linhas sólidas é um tetraedro, e a fim de fazer o segundo tetraedro de um tetraedro estrela você precisa de 6 linhas quebradas para passar pelas linhas sólidas do primeiro tetraedro. Nassim descodificou O I Ching, mostrando como 6 linhas sólidas e 6 linhas quebradas são ambos os blocos de construção do I Ching e o de uma estrela tetraedro.

Assim, 
o I Ching codifica a informação geométrica 
mais fundamental que você precisa 
para construir a geometria do universo!



in, The Resonance Project 










quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Ho'oponopono - Poema





Chegou a hora das contas,
E quase sempre está faltando
Pensavas que encontrando culpados.
A tua vida iria melhorar.
Os julgamentos e os julgamentos
Fizeram um mundo mais violento.
O círculo continua a girar
E o ódio está a conduzi-lo.

Sinto muito porque agora entendo
Que o medo e os ressentimentos
Estão criando reações
de guerra por não estar atentos.

Desculpa por te condenar.
Desculpa por te ter censurado.
Desculpa por estares a ligar.
Desculpa por não te ouvir.
Desculpa desculpa obrigado te amo

Desculpa por tanta indiferença
Por não ter feito o meu trabalho.
Por ter colocado nas suas mãos
O que me cabia.
Desculpa ter-te na prisão.
Do poder e de pegar
Perdão ou abdicar o espaço
Do que eu não estou assumindo
Desculpa ter-te na prisão.
Do poder e de pegar
Perdão ou abdicar o espaço
Do que eu não estou assumindo
Desculpa desculpa obrigado te amo

Obrigado por fazeres a tua parte.
De criar o equilíbrio
Porque já estou acordando
E vou fazê-lo contigo.

Obrigado por pagar o preço
Obrigado por me mover.
Obrigado por seres o meu espelho
Obrigado por ser meu mestre
Obrigado por pagar o preço
Obrigado por me mover.
Obrigado por seres o meu espelho
Obrigado por ser meu mestre
Desculpa desculpa obrigado te amo

Te amo porque somos um
E vivemos na mesma casa
Por isso quero te libertar
Para que possas ser tu mesmo

Te amo porque me confrontas 
Te amo pelos teus sacrifícios
Te amo por te perdoar
Estou a perdoar-me.
E aquele que está livre de pecado
Que atire a primeira pedra
Se queres andar mais leve
Perdoa e não faças resistência
Desculpa desculpa obrigado te amo



Darwin Grajales




Finding the Place You Belong


Cinque Terre, Liguria, Itália



There will likely be times in your life when your soul evolves more quickly than your circumstances. Your subconscious mind may be ready to move forward long before you recognize that you are destined to embrace a new way of life. Your soul intuitively understands that changing habitats can be a vital part of the growth process and that there may be one part of you that is eager to move to another home, another state, or another plane of existence. But the ties that bind you to your current mode of being can make moving into this next stage of your life more challenging than it has to be. If you find it difficult to move on, consider that just as people in your life may come and go, your role in others' lives may also be temporary. And many of the conditions that at first seemed favorable served you for a short time. 

When you are ready to match your situation to your soul, you will find that you feel a new sense of harmony and increasingly connected to the ebb and flow of the universe. 

Moving on can be defined in numerous ways. 
Your forward momentum may take you from your current locale to a place you instinctively know will be more nurturing, comfortable, and spiritually enriching. Once you arrive, your misgivings will vanish, and you will know that you have found a sanctuary.
Similarly, subtle changes in your values, goals, or emotional needs can motivate you to distance yourself from one group of people in order to reassociate yourself with individuals that are better able to support you.
For example, this could mean moving away from your birth family in order to find your energetic or spiritual family. The route you need to travel may not always be clear; you may feel inspired to change yet be unsure as to why or how. Clarity may come in the form of a question if you are willing to seriously ask yourself where your soul is trying to take you.

In a way, moving from one point to another when you feel strongly driven to do so is a way of bringing your spiritual and earthly energies together.

It is a two-step process that involves not only letting go but also reconnecting.
You will know you have found your destination, physical or otherwise, when you feel in your heart that you have been reborn into a life that is just the right shape, size, and composition.




MADISYN TAYLOR





quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cymaglyphs from the calls of dolphins and whales...






.....................higher the frequency more complex the pattern











A Lista






Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?

Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?

Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...

Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?

Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...

Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?



Oswaldo Montenegro





terça-feira, 12 de setembro de 2017

Kilted Yoga

                                                 


Kilted yoga - need we say more?!
This video has it all - beautiful scenery, astounding yoga poses, and men in kilts.
Finlay is a yoga instructor from Dundee, and Tristan is one of his students.
Together, they took to the wilds of Scotland to be at one with nature, and practice some yoga.

Men in kilts and yoga - a perfect combination!


in, BBC The Social






O Mesmo Assunto






Olha nego
Desculpe mas me cansa repetir a mesma coisa
Todo dia insistindo em fazer saltar os olhos
O que os olhos não conseguem enxergar

Olha nego
Desculpe mas me cansa repetir o mesmo assunto
Ou pior, perdê-la no turbilhão de frases feitas
E a mim falta saúde pra agüentar
Olha nego em mim não sobrou ilusão

Mas de sã consciência
Lhe afirmo meu nego
Farei o possível se for pra ajudar
Mas se não
Não quero esse papo doente
E sem consequência palpável meu nego
Não conte comigo pra filosofar

Eu quero é na sombra da velha mangueira
Amar a morena e sentar num papo sem pressa mexendo o canudo
Num copo de maracujá
Você apareça que a gente aprecia
Por deus nem precisa avisar
Mas usa essa mente sem acrobacia nego
Clareza é preciso tentar

Olha nego
No fundo eu compreendo a tua cuca
E a tua culpa eu também sinto
Mas não acho justo a gente se iludir
Que adianta a luta na mesa do bar

Olha nego
Enquanto não for pra valer
Apareça lá em casa sem medo ou remorso
Pra com alegria ajudar quem não tem.



Oswaldo Montenegro





O Espirito não encarna para arranjar um parceiro e fazer uma família





Continuamos ainda a viver as mesmas dores, o mesmo vazio e as mesmas expectativas ao acreditar que precisamos ter alguém para tornar a nossa vida mais rica e feliz.

Evoluímos tanto tecnologicamente desde os anos 60 mas emocionalmente os dramas, dores e questões são iguais de geração em geração no que toca ao amor.

O Espirito não encarna para arranjar um parceiro e fazer uma família.
O Espirito encarna para se conhecer a si próprio, para se superar, para encontrar o seu equilíbrio interior, para transformar as suas sombras e viver os seu potenciais.
Se histórias de amor estiverem previstas nesse contexto e conseguir honrar esse propósito dentro de um relacionamento, muito bem.
Se o relacionamento impedir ou for um obstáculo à proposta pessoal do Espirito, ele simplesmente é posto em causa.
Independentemente se há amor ou não. 



Vera Luz




O Espírito apreende em relação, com o espelho.
O trabalho sobre si precisa dos desafios e estímulos do outro, em qualquer tipo de relacionamento.
O amoroso confere outro sabor a este exercício, que por sua vez confere outros resultados para o Espírito.

O trabalho interior é nosso obviamente, e precisamos sempre do outro para vermos partes nossas e tornar esse trabalho mais interessante ou "apaixonante".
A questão é apegarmo-nos ao outro, colocando esse trabalho interior em causa.




sábado, 9 de setembro de 2017

Se o amor surgir, as religiões desaparecerão







O amor é um estado natural da consciência. Não é nem fácil nem difícil, essas palavras de forma nenhuma se aplicam a ele. Ele não é um esforço; por isso não pode ser fácil nem pode ser difícil. É como respirar! É como as batidas do coração, é como o sangue circulando no nosso corpo.

O amor é o nosso próprio ser… 
Mas esse amor ficou quase impossível. A sociedade não o permite. A sociedade condiciona você de tal forma que o amor fica impossível e o ódio passa a ocupar o espaço vago.

Então o ódio é fácil, e o amor não só é difícil como impossível. O homem tem sido deturpado. Ele não pode ser reduzido à escravidão se não for primeiro deturpado. Os políticos têm participado de uma profunda conspiração ao longo das eras. Eles têm reduzido a humanidade a uma multidão de escravos. Estão destruindo qualquer possibilidade de rebelião no homem – e o amor é uma rebelião, porque o amor ouve só o coração e não dá a mínima para o resto.

O amor é perigoso porque ele faz de você um indivíduo. O Estado e as religiões… Eles não querem indivíduos, de jeito nenhum. Não querem seres humanos, querem ovelhas. Querem pessoas que só pareçam seres humanos, mas cuja alma tenha sido esmagada de tal maneira, tenha sido danificada a tal ponto, que o estrago pareça quase irremediável.
E a melhor maneira de destruir o homem é destruir sua espontaneidade de amar. Se o homem tiver amor, não poderá haver nações; as nações existem no ódio. Os indianos odeiam os paquistaneses e os paquistaneses odeiam os indianos – só assim esses dois países podem existir. Se o amor surgir, as fronteiras vão desaparecer. Se o amor surgir, então quem vai ser cristão e quem vai ser judeu?

Se o amor surgir, as religiões desaparecerão.

Se o amor surgir, quem irá ao templo? Para quê? É porque está faltando amor que você sai em busca de Deus. Deus não é nada mais do que um substituto para o amor que está faltando. Como você não é bem-aventurado, não está em paz, não está em êxtase, você está em busca de Deus. Se a sua vida é uma dança, Deus já está no seu coração. O coração amoroso está cheio de Deus. Não há necessidade de mais nenhuma busca, não há necessidade de mais nenhuma prece, não há necessidade de ir a templo nenhum.

Por isso a religião e o político, esses dois, são inimigos da humanidade. Eles estão conspirando, pois o político quer governar seu corpo e a religião quer governar sua alma. E o segredo é o mesmo: destruir o amor. Então o homem passa a ser nada além de uma vacuidade, de um vazio, uma existência sem sentido. Então você pode fazer o que quiser com a humanidade e ninguém se rebelará, ninguém terá coragem suficiente para se rebelar.

O amor dá coragem, o amor leva todo o medo embora – e os opressores dependem do seu medo. 
Eles criam medo em você, mil e um tipos de medo. Você fica cercado de medos, toda a sua psicologia é cheia de medos. Lá no fundo você está tremendo. Só na superfície você mantém uma certa fachada; mas, dentro de você, existem camadas e camadas de medo.

Um homem cheio de medo só pode odiar – o ódio é uma consequência natural do medo. Um homem cheio de medo é também cheio de raiva, e um homem cheio de medo é mais contra a vida do que a favor dela. A morte parece um estado repousante para ele. O homem temeroso é suicida, tem uma visão negativa da vida. A vida lhe parece perigosa, pois viver significa que você terá de amar – como você poderá viver? Exatamente como o corpo precisa respirar para viver, a alma precisa de amor para viver. E o amor está definitivamente envenenado.

Envenenando a sua energia de amor, eles criaram uma cisão em você; criaram um inimigo dentro de você, dividiram-no em dois. Eles criaram uma guerra civil, e você está sempre em conflito. E, no conflito, sua energia é dissipada; por isso sua vida não tem sabor, alegria. Não transborda de energia; ela é sem graça, insípida, falta-lhe inteligência.

O amor aguça a inteligência, o medo a embota. 
Quem quer que você seja inteligente? Não aqueles que estão no poder. Como eles podem querer que você seja inteligente? – porque, se for inteligente, você começará a ver toda a estratégia, os jogos que eles fazem. Eles querem que você seja burro e medíocre. Certamente querem que você seja eficiente no que diz respeito ao trabalho, mas não inteligente; por isso a humanidade vive o seu potencial mínimo.

Os cientistas dizem que o homem comum usa, ao longo de toda vida, só 5% da inteligência. O homem comum, só 5% – e o homem fora do comum? E um Albert Einstein, um Mozart, um Beethoven? Os pesquisadores dizem que mesmo as pessoas muito talentosas não usam mais do que 10%. E aqueles que chamamos de gênios usam só 15%. Pense num mundo em que todos usassem 100% do seu potencial… Então os deuses ficariam enciumados, eles gostariam de nascer na Terra. Então a Terra seria um paraíso, um super paraíso. Do jeito que está agora, ela é um inferno.

Se o homem fosse deixado em paz, em vez de ser envenenado, o amor seria uma coisa simples, muito simples. Não haveria problema nenhum. Seria como a água seguindo a correnteza ou o vapor subindo, as árvores florescendo, os pássaros cantando. Ele seria tão natural e tão espontâneo!

Mas não deixam o homem em paz. Quando a criança nasce, os opressores já estão prontos para cair em cima dela, para dizimar suas energias, distorcê-las a tal ponto, tão profundamente, que a pessoa nunca terá consciência de que está vivendo uma vida falsa, uma pseudo-vida, de que não esta vivendo a vida como ela deveria ser vivida, como ela nasceu para viver; não saberá que ela está vivendo algo sintético, plástico, que não é sua verdadeira alma. É por isso que milhões de pessoas estão sofrendo do jeito que estão – elas sentem que estão sendo iludidas, que não são elas mesmas, que algo não está muito certo…

O amor é simples se deixarmos que a criança cresça, se a ajudarmos nesse crescimento de uma forma natural. Se a ajudarmos a ficar em harmonia com a natureza e com ela mesma, se a apoiarmos, cuidarmos dela e a estimularmos, em todos os sentidos, a ser ela mesma, uma luz para si mesma, então o amor será simples. Ela será simplesmente amorosa! O ódio será quase impossível porque, antes que você possa ter ódio de alguém, é necessário primeiro que crie o veneno dentro de si mesmo.

Você só pode dar uma coisa a alguém se você a tiver. Só pode odiar se estiver cheio de ódio. E estar cheio de ódio é estar queimando por dentro. Estar cheio de ódio significa que, antes de mais nada, você está machucando a si mesmo. Antes de poder ferir outra pessoa, você tem que ferir a si próprio. O outro pode não ser ferido, isso dependerá dele. Mas uma coisa é absolutamente certa: antes de poder odiar, você tem que ter sofrido muito. A outra pessoa pode não aceitar ser odiada, ela pode rejeitar seu ódio. Ela pode ser um Buda – pode simplesmente rir do seu ódio. Pode perdoar você, pode não ter reação nenhuma. Talvez você não seja capaz de odiá-la, caso ela não esteja pronta para esboçar qualquer reação. Se você não consegue deixá-la perturbada, o que pode fazer? Sente-se impotente diante dela.

Portanto, a outra pessoa não vai necessariamente se sentir ferida. Embora uma coisa seja absolutamente certa: se você odeia alguém, primeiro tem de ferir sua própria alma de tantas maneiras, tem que estar tão cheio de veneno que consegue atingir os outros com esse veneno.

O ódio não é natural.

O amor é um estado saudável; o ódio é um estado doentio. Assim como a doença não é natural. O ódio acontece só quando você se desvia da natureza, quando já não está em harmonia com a existência, já não está em harmonia com seu próprio ser, com sua essência mais profunda. Então você está doente – psicológica e espiritualmente. O ódio é só um símbolo da doença, e o amor, da saúde, da plenitude e da santidade.

Você só conhece um jeito de amar, que é odiar os outros.

O amor devia ser uma das coisas mais naturais deste mundo, mas não é. Pelo contrário, ele se tornou a coisa mais difícil – quase impossível. Odiar ficou mais fácil; você é treinado, é preparado para odiar. Ser hindu é morrer de ódio dos muçulmanos, dos cristãos, dos judeus; ser cristão é morrer de ódio das outras religiões. Ser nacionalista é morrer de ódio das outras nações. Você só conhece um jeito de amar, que é odiar os outros. Você só consegue mostrar o amor que sente pelo seu país odiando os outros países e só consegue mostrar o amor que sente pela igreja odiando as outras igrejas. Sua vida está uma bagunça.

As assim chamadas religiões continuam a falar de amor e tudo o que elas fazem neste mundo é criar mais e mais ódio. Os cristãos falam de amor e têm criado guerras, cruzadas. Os muçulmanos falam de amor e têm criado jihads, guerras religiosas. Os hindus falam de amor, mas você pode ler nas escrituras desse povo – eles estão cheios de ódio, ódio pelas outras religiões. E nós aceitamos toda essa bobagem! Aceitamos sem demonstrar nenhuma resistência, porque fomos condicionados a aceitar essas coisas, fomos ensinados que as coisas são assim mesmo. E então você continua a negar sua própria natureza.

Não seja um escravo para sempre

O amor tem sido envenenado, mas não destruído. O veneno pode ser neutralizado, pode ser retirado do seu organismo – você pode ser purificado. Pode vomitar tudo o que a sociedade o forçou a engolir. Pode jogar fora todas as suas crenças e todos os seus condicionamentos – pode se libertar. A sociedade não pode fazer de você um escravo para sempre, caso decida ser livre. Chegou a hora de jogar fora todos os padrões obsoletos e começar uma vida nova, uma vida natural, não repressora, uma vida não de renúncia, mas de alegria. Odiar ficará a cada dia mais impossível. O ódio é o polo oposto do amor, assim como a doença é o polo oposto da saúde. Mas você não precisa optar pela doença.

A doença oferece umas poucas vantagens que a saúde não pode oferecer; não se apegue a essas vantagens. O ódio também tem umas poucas vantagens que o amor não tem. E você tem que ser muito observador. A pessoa doente ganha a simpatia de todos; ninguém a fere, todo mundo toma cuidado com o que lhe diz, afinal ela é tão doente! Ela é o centro das atenções, o centro de todo o mundo – da família, dos amigos – passa a ser a pessoa de quem todos falam, uma pessoa importante. Agora, se ela se apegar muito a essa importância, ao fato de seu ego estar satisfeito, ela nunca mais vai querer ser uma pessoa saudável. Ela se agarrará à doença. E os psicólogos dizem que existem muitas pessoas apegadas à doença por causa das vantagens que ela oferece. E essas pessoas investiram tanto tempo nessa doença que se esqueceram completamente de que estão apegadas a ela. Tem medo de que, se ficarem saudáveis, não terão mais ninguém.

Você ensina isso também. Quando uma criancinha fica doente, toda a família se volta para ela. Isso é absolutamente não-científico. Quando a criança estiver doente, cuide do corpo dela, mas não lhe dê atenção demais. É perigoso, porque ela associa a doença à atenção que você lhe dá… O que fatalmente acontece, se isso se repetir muito. Sempre que a criança fica doente, ela passa a ser o centro das atenções de toda a família: o papai vem, senta-se ao lado dela e pergunta como está se sentindo, o médico é chamado, os vizinhos começam a aparecer, os amigos perguntam e as pessoas trazem presentinhos…

Ela pode ficar apegada demais a isso; essa atenção toda pode agradar de tal modo o seu ego que a criança pode não querer ficar boa de novo. E, se isso acontecer, então será impossível ficar saudável. Nenhum remédio a curará. A pessoa se compromete com a doença. E isso é o que acontece com muitas pessoas, com a maioria. Quando você odeia, seu ego fica satisfeito. O ego só pode existir se você odiar, pois quando odeia você se sente superior, sente-se separado, define-se. Quando odeia, você consegue urna certa identidade. No amor, o ego tem de desaparecer. No amor, você não fica mais separado – o amor o ajuda a se fundir com as outras pessoas. Trata-se de um encontro e de uma fusão.
Se você é muito apegado ao ego, odiar é fácil e amar é muito difícil. Fique alerta, atento: o ódio é a sombra do ego. Para amar é preciso grande coragem. É preciso grande coragem porque requer o sacrifício do ego. Só aqueles que estão prontos para se descorporificar são capazes de amar. Só aqueles que estão prontos para transformar-se em nada, para esvaziar-se completamente de si mesmos, são capazes de receber, do além, o dom de amar.



– OSHO –






sexta-feira, 8 de setembro de 2017

DESFAZER O CORPO DE DOR COLECTIVO FEMININO





Porque é que o corpo de dor 
é um obstáculo maior para as mulheres?



Geralmente, o corpo de dor tem um aspecto colectivo para além do individual.
O aspecto individual consiste no resíduo acumulado de dor emocional sofrida no passado da  própria pessoa.
O aspecto colectivo consiste na dor acumulada na psique colectiva humana ao longo de milhares de anos de doença, tortura, guerra, assassínio, crueldade, loucura, e outras coisas semelhantes.
O corpo de dor de cada um de nós partilha igualmente do corpo de dor colectivo. 

Há diferentes elementos no corpo de dor colectivo. 
Por exemplo, os  países e raças que sofrem formas extremas de violência possuem um corpo de dor mais  pesado do que os outros.
Qualquer pessoa com um corpo de dor forte, mas sem consciência suficiente para deixar de se identificar com ele, ver-se-á forçada não só a reviver a dor emocional contínua ou periodicamente, mas também a tornar-se um agressor ou uma vítima da violência, dependendo do seu corpo de dor ter uma tendência activa ou  passiva.

Por outro lado, poderá também estar mais próxima da iluminação. 
Este potencial não será necessariamente realizado, é claro, mas quem estiver a ter um pesadelo tem mais hipóteses de querer despertar do que alguém que esteja a ter um sonho comum.

Além do seu corpo de dor pessoal, cada mulher tem a sua quota-parte naquilo a que poderíamos chamar o corpo de dor colectivo feminino – a não ser que ela seja plenamente consciente. Este corpo consiste na acumulação da dor sofrida pelas mulheres, devido em  parte à subjugação masculina, à escravidão, à exploração, a violações, à dor do parto e à morte de filhos ao longo de milhares de anos.

A dor emocional ou física que, para muitas mulheres, precede e acompanha o período menstrual é uma manifestação do corpo de dor colectivo a despertar do seu estado de latência nessa altura, embora isso também possa acontecer em outras ocasiões. 

O corpo de dor restringe a livre circulação da energia da vida através do corpo, de que a menstruação é uma expressão física.

Consideremos com mais atenção este aspecto e vejamos como ele se pode tornar uma oportunidade de iluminação.
Por vezes, o corpo de dor "toma conta" da mulher nessa ocasião.
Ele possui uma carga extremamente poderosa que a poderá induzir facilmente a identificar-se inconscientemente com ele. Ela fica então activamente possuída por um campo de energia que ocupa o seu espaço interior e finge ser ela – mas que, é claro, não o é. Fala através dela, age através dela, pensa através dela. Criará situações negativas na sua vida para se alimentar da energia. Quer mais dor, seja de que forma for. Já descrevi o processo.
Ele pode ser  perverso e destrutivo.
É dor pura, dor passada – e não é quem você é.

O número de mulheres que se aproxima agora do estado de consciência plena já excede o dos homens e crescerá ainda mais rapidamente nos próximos anos.
No final, os homens  poderão chegar ao nível delas, mas durante um período de tempo considerável haverá um hiato entre a consciência dos homens e a das mulheres. 
As mulheres estão a recuperar a função que lhes cabe por direito, daí que lhes seja mais fácil do que aos homens ser uma  ponte entre o Mundo Manifesto e o Não-Manifesto, entre o Físico e o Espírito.

A principal tarefa agora, como mulher, é tratar de transmutar o corpo de dor para que ele não se interponha entre ela e o seu verdadeiro eu, a essência de quem ela é. 
É evidente que também terá de lidar com o outro obstáculo à iluminação, que é a mente que pensa, mas a intensa presença que a mulher cria ao lidar com o corpo de dor também a libertará da identificação com a mente.

A primeira coisa a lembrar é a seguinte: enquanto a sua identidade se basear no corpo de dor, a mulher não se conseguirá ver livre dele. Enquanto uma parte da sua sensação de identidade estiver investida na sua dor emocional, ela resistirá inconscientemente ou sabotará qualquer tentativa que faça para sarar essa dor.
Porquê? Muito simplesmente  porque se quer manter intacta, e a dor tornou-se uma parte essencial de si. É um processo inconsciente, e a única maneira de o ultrapassar é torná-lo consciente. Ver de repente que se está ou esteve apegada à sua dor poderá ser uma descoberta  bastante chocante. No momento em que o compreender, romperá com o apego.

O corpo de dor é um campo de energia, quase uma entidade, que temporariamente se alojou no seu espaço interior. É energia de vida que ficou presa, energia que deixou de fluir. É evidente que o corpo de dor existe por causa de determinadas coisas que lhe aconteceram no  passado. É o passado a viver em si e, se se identificar com ele, identifica-se com o passado. A identidade de uma vítima consiste na convicção de que o passado é mais poderoso que o  presente, o que é o oposto da verdade. É a convicção de que as outras pessoas e o que elas lhe fizeram são responsáveis por quem se é agora, pela sua dor emocional ou pela sua incapacidade em ser o seu verdadeiro eu. 

A verdade é que o único poder que existe está contido dentro deste momento: é o poder da sua presença. Uma vez que a mulher compreenda isto, também compreenderá que agora é responsável pelo seu espaço interior  — e mais ninguém — e que o passado não poderá prevalecer contra o poder do Agora.

Portanto, a identificação impede-a de lidar com o corpo de dor. 


Algumas mulheres, já suficientemente conscientes para desistirem da sua identidade de vítima a nível pessoal, continuam a agarrar-se a uma identidade de vítima colectiva: "o que os homens fizeram às mulheres".

Elas têm – mas também não têm – razão.
Têm razão atendendo a que o corpo de dor feminino é em grande parte devido à violência masculina, exercida sobre as mulheres, e à repressão do princípio feminino em todo o planeta ao longo dos milénios.
Não têm razão se forem buscar a sua sensação de identidade a esse facto e ficarem assim  presas de uma identidade de vítima colectiva. 


Se uma mulher ainda se agarrar à ira, ao ressentimento, ou à condenação, estará a agarrar-se ao seu corpo de dor.
O que lhe poderá dar uma reconfortante sensação de identidade, de solidariedade para com as outras mulheres, mas que a manterá escrava do passado e lhe bloqueará o pleno acesso à sua essência e verdadeiro poder. 

Se as mulheres se isolarem a si próprias dos homens, criarão uma sensação de separação e por conseguinte um fortalecimento do ego. E quanto mais forte for o seu ego, mais distante você, mulher, estará da sua verdadeira natureza. 

Por isso não baseie a sua identidade no corpo de dor. 
Em vez disso, use-o para a iluminação. 
Transmute-o em consciência. 
Uma das melhores ocasiões para o fazer é durante o período menstrual. 


Eu acredito que, nos anos vindouros, muitas mulheres entrarão num estado plenamente consciente quando ficarem menstruadas. Geralmente, este é um período de inconsciência para muitas mulheres, pois o corpo de dor colectivo feminino toma conta delas. Contudo, uma vez que você tenha atingido um determinado nível de consciência, poderá reverter isso de forma que, em vez de se tornar inconsciente, se torne mais consciente.

Eu já descrevi o processo básico, mas vou voltar a fazê-lo agora, desta vez com uma referência especial ao corpo de dor colectivo feminino: 

Quando notar que se aproxima a menstruação, antes de sentir os primeiros sinais daquilo a que normalmente se chama tensão pré-menstrual, fique muito atenta e habite o seu corpo tão plenamente quanto possível. Quando aparecer o primeiro sinal, você precisa de estar suficientemente alerta para o "agarrar" antes que ele tome conta de si.
Por exemplo, o primeiro sinal poderá ser uma forte irritação repentina ou um acesso de ira, ou talvez seja apenas algum sintoma puramente físico. Seja o que for, agarre-o antes que ele tome conta do seu pensamento ou do seu comportamento. Isso significa simplesmente concentrar nele a sua atenção. Se for uma emoção, sinta a forte carga de energia por trás dela. Reconheça que é o corpo de dor.
Ao mesmo tempo, seja o conhecer; quer dizer, reconheça a sua presença consciente e sinta o poder dessa presença. Qualquer emoção,  perante a sua presença, acalma-se e transmuta-se rapidamente.
Se for um sintoma puramente físico, a atenção que lhe der impedi-lo-á de se tomar uma emoção ou um  pensamento. 
Depois, continue alerta e espere pelo próximo sinal do corpo de dor.
Quando ele aparecer, agarre-o novamente da forma descrita a trás.
Mais tarde, quando o corpo de dor tiver despertado completamente do seu estado de latência, poderá sentir uma turbulência considerável no seu espaço interior durante algum tempo, talvez durante vários dias. Seja qual for a forma que ela tomar, fique presente. Dê-lhe toda a sua atenção. Agarre o conhecer, seja o conhecer. Lembre-se: não permita que o corpo de dor use a sua mente e tome conta do seu pensamento. Observe-o. Sinta a sua energia directamente dentro do seu corpo. 
Como sabe, atenção plena significa aceitação  plena. 
Através de uma atenção contínua e, portanto, da aceitação, vem a transmutação. 
O corpo de dor transforma-se em consciência radiosa, à semelhança da lenha que, ao ser lançada no fogo, se transforma ela própria em fogo. A menstruação tornar-se-á então não só numa expressão cheia de alegria e satisfação da sua feminilidade, mas também numa ocasião sagrada de transmutação, quando você dá à luz uma nova consciência. 
A sua verdadeira natureza brilhará então, não só no seu aspecto feminino, como Deusa, como também no seu aspecto transcendental, como Ser divino que você é, transcendendo a dualidade masculina e feminina. 

Se o seu parceiro masculino for suficientemente consciente, poderá ajudá-la no exercício que acabei de descrever mantendo uma frequência intensa de presença nessa altura em particular. 
Se ele estiver presente sempre que você recair numa identificação inconsciente com o corpo de dor, o que poderá acontecer e certamente acontecerá ao  princípio, poderá rapidamente voltar a juntar-se a ele nesse estado de presença.
Isso significa que sempre que o corpo de dor tomar conta de si temporariamente, quer durante a menstruação quer noutras alturas, o seu companheiro não o confundirá com quem você é. 
Mesmo que o corpo de dor o ataque, como provavelmente o fará, ele não reagirá como se fosse você a atacá-lo, nem se afastará ou levantará qualquer tipo de defesa. 
Ele guardará  para si o espaço de intensa presença.
Nada mais é preciso para a transformação.

Noutras alturas, você será capaz de fazer a mesma coisa por ele ou de o ajudar a reivindicar a consciência à mente, atraindo a sua atenção para o aqui e agora sempre que ele se identificar com o seu pensar.
Desse modo, levantar-se-á entre ambos um campo de energia permanente, de uma frequência pura e elevada. Nenhuma ilusão, nenhum sofrimento, nenhum conflito, nada que não seja você e nada que não seja o amor poderá sobreviver nesse campo.

Isso representará a realização da finalidade divina e transpessoal do vosso relacionamento.
Tornar-se-á um vórtice de consciência que atrairá muitos outros para o seu interior.



in, O Poder do Agora
8- Relacionamentos Iluminados
ECKHART TOLLE







O CORPO DE DOR FEMININO COLETIVO

A dimensão coletiva do corpo de dor apresenta componentes diferentes.
Tribos, nações, raças, todos têm seu corpo de dor coletivo, e alguns são mais pesados do que os outros. 
A maioria dos integrantes de cada um desses grupos participa dele em maior ou menor grau.
Quase toda mulher tem sua parcela no corpo de dor feminino colectivo, que tende a se tornar activado especialmente no período que precede a menstruação.
Nessa fase, muitas mulheres são dominadas por uma intensa emoção negativa. 

A supressão do princípio feminino, sobretudo ao longo dos últimos 2 mil anos, permitiu que o ego ganhasse absoluta supremacia na psique humana colectiva.

Embora as mulheres tenham ego, é claro, ele pode enraizar-se e prosperar com mais facilidade na forma masculina do que na feminina. Isso acontece porque as mulheres se identificam menos com a mente do que os homens. 

Elas estão mais em contacto com o corpo interior e a inteligência do organismo, que dão origem às faculdades intuitivas. A forma feminina não se encontra tão rigidamente encapsulada quanto a masculina, tem maior abertura e sensibilidade em relação às outras formas de vida e está mais sintonizada com o mundo natural. 

Se o equilíbrio entre as energias masculina e feminina não tivesse acabado no nosso planeta, o crescimento do ego teria sido limitado de modo significativo. Não teríamos declarado guerra à natureza e não seríamos tão completamente alienados do nosso Ser.

Ninguém tem o número exacto porque não foram mantidos registos, mas acredita-se que ao longo de 300 anos entre 3 e 5 milhões de mulheres foram torturadas e mortas pela "Santa Inquisição", uma instituição fundada pela Igreja Católica Romana para reprimir a heresia. Esse acontecimento se equipara ao Holocausto como um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade.

Bastava uma mulher mostrar amor pelos animais, caminhar sozinha nos campos ou nas florestas ou colher plantas medicinais para ser considerada bruxa, torturada e condenada a morrer na fogueira. O sagrado feminino foi declarado demoníaco e toda uma dimensão desapareceu significativamente da experiência humana.

Outras culturas e religiões, como o judaísmo, o islamismo e até mesmo o budismo, também reprimiram a dimensão feminina, embora de uma maneira menos violenta.

O papel das mulheres foi reduzido a cuidar dos filhos e da propriedade masculina. 
Os homens, que negavam o feminino até dentro de si mesmos, agora comandavam o mundo, um mundo que estava em total desequilíbrio. 

O resto é história, ou melhor, o histórico de um caso de insanidade.
Quem foi responsável por esse medo do feminino que só pode ser descrito como uma paranóia colectiva aguda?
Poderíamos dizer: evidentemente, os homens foram os responsáveis.


  • Mas então por que em muitas civilizações antigas pré-cristãs, como a suméria, a egípcia e a celta, as mulheres eram respeitadas e o princípio feminino não era temido, e sim reverenciado? 
  • O que foi que de repente levou os homens a se sentir ameaçados pelo feminino? 


O ego que se desenvolvia neles. 
Ele sabia que só conseguiria obter o pleno controle do planeta por meio da forma masculina e, para fazer isso, tinha que tornar o feminino menos poderoso. 

Além disso, o ego também dominou a maioria das mulheres, embora jamais fosse capaz se de se enraizar tão profundamente nelas quanto fez com os homens. 

Hoje em dia, a supressão do feminino está interiorizada, até mesmo pela maior parte das mulheres. O sagrado feminino, por ser reprimido, é sentido por elas como uma dor emocional. Na verdade, ele se tornou parte do seu corpo de dor juntamente com o sofrimento que elas acumularam ao longo de milénios por meio do parto, do estupro, da escravidão, da tortura e da morte violenta. 

No entanto, agora as coisas estão mudando num ritmo muito veloz.
Como muitas pessoas estão se tornando mais conscientes, o ego vem perdendo influência sobre a mente humana.
Uma vez que ele nunca se enraizou profundamente nas mulheres, seu domínio sobre elas está se reduzindo mais rápido do que sobre os homens.




in, Um Novo Mundo
O CORPO DE DOR FEMININO COLECTIVO 
ECKHART TOLLE